
Os Andorinhões estão de regresso ao seu Castelo.
Vamos saudar mais uma épica viagem!
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Vamos saudar mais uma épica viagem!
adaptação de uma Ilustração original de santos costa
A colónia de Andorinhões, que todos os anos nidifica em Trancoso depois de percorrer 10.000 quilómetros desde A áfrica subsaariana, está de regresso ao seu Castelo...
Vamos saudar mais uma épica viagem !




Vem dar as boas-vindas aos Andorinhões !
A colónia de Andorinhões, que todos os anos nidifica em Trancoso depois de percorrer 10.000 quilómetros desde A áfrica subsaariana, está de regresso ao seu Castelo...
Vamos saudar mais uma épica viagem !

Andorinhões-pretos
da muralha de Trancoso
em risco devido a obras
em plena época de nidificação
27 de Abril de 2026
A colónia de andorinhão-preto (Apus apus) existente na muralha de Trancoso, provavelmente a maior em Portugal, encontra-se atualmente em perigo devido a obras a decorrer em plena época de reprodução desta espécie protegida, que se encontra atualmente em acelerado declínio em vários países europeus.
COMUNICADO CONJUNTO
A colónia de andorinhão-preto (Apus apus) existente na muralha de Trancoso,
provavelmente a maior em Portugal, encontra-se atualmente em perigo devido a obras
a decorrer em plena época de reprodução desta espécie protegida, que se encontra
atualmente em acelerado declínio em vários países europeus.
Todos os anos, os andorinhões-pretos regressam de África em meados de abril para
nidificar. No entanto, à sua chegada este ano, encontraram em Trancoso uma
intervenção promovida pela empresa Monumenta e pelo Município de Trancoso, que
está a provocar perturbação direta nestas aves e a destruição irreversível dos seus locais
de nidificação, nomeadamente os orifícios e fendas entre as pedras da muralha.
Esta situação configura uma violação do Decreto-Lei n.o 140/99, que protege espécies
selvagens e proíbe a destruição de ninhos e a perturbação durante o período de
reprodução.
A ocorrência foi identificada no passado dia 21 de abril, durante uma atividade de
educação ambiental promovida pelo Agrupamento de Escolas de Trancoso, Laboratório
Rural e CERVAS / Associação ALDEIA, com a colaboração do Município de Trancoso.
Foram de imediato estabelecidos contactos com as entidades competentes, incluindo o
SEPNA/GNR e o ICNF, solicitando a suspensão urgente dos trabalhos, até ao momento
sem resultados efetivos.
Perante a gravidade da situação, foi criado um grupo de trabalho que reúne várias
organizações não-governamentais de ambiente com dois objetivos prioritários:
minimizar imediatamente os impactos já existentes desta intervenção e evitar que
situações semelhantes se repitam no futuro. As organizações envolvidas neste abaixo-
assinado e esforços - Rewilding Portugal, Quercus / Núcleo Regional da Guarda, SPEA -
Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, andorin, CERVAS / Associação ALDEIA,
Laboratório Rural, Palombar, Hereditas, Confederação Portuguesa das Associações de
Defesa do Ambiente e A Geradora - Cooperativa Integral CRL - apelam às entidades
responsáveis, nomeadamente à empresa Monumenta e ao Município de Trancoso, que
suspendam de imediato a obra e adotem medidas de mitigação urgentes.
Existem exemplos claros, em Portugal e no estrangeiro, de boas práticas que conciliam
a conservação do património com a proteção da biodiversidade. Municípios como
Guimarães interrompem trabalhos de limpeza das muralhas durante a época de
nidificação, enquanto na Lourinhã a presença de ninhos nas fachadas dos edifícios
condiciona a instalação de andaimes. A nível internacional, são muitos os exemplos de
restauro de edifícios históricos que contemplam a presença de colónias de andorinhões
e demonstram que é possível, com custos muito reduzidos, agir de forma responsável.
A destruição desta colónia representa não só uma perda ecológica grave, mas também
a eliminação de um elemento integrante da paisagem cultural de Trancoso.
Esta situação ainda pode ser revertida. É necessária vontade, responsabilidade e ação
imediata por parte das entidades envolvidas, bem como uma intervenção eficaz das
autoridades competentes.
As organizações: CERVAS / Associação ALDEIA, REWILDING Portugal, LABORATÓRIO RURAL,
QUERCUS / Núcleo Regional da Guarda, ANDORIN, PALOMBAR, HEREDITAS, Confederação
Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente (CPADA) e A GERADORA - Cooperativa.
